Agora que os Homens vivem
Suspendem o mundo numa órbita
Girando os sonhos à sua volta
Giramos também nós, Homens,
Mulheres que não apenas sobrevivem.
Entre vírgulas, vivem diálogos,
Vivem figuras de estilo aliadas a sonhos.
E vive quem em realidade os constrói,
Vive a humildade da razão do coração
Que a eles os governam.
Aliança, tríade perfeita.
Que uma noite terá havido,
Sonharam em uníssono
Ultrapassar as nuvens
Que pintam de esperança o céu.
Em breve, o mundo dará mais voltas,
E voltas na órbita que vos abraça
O sonho que vos une e ama.
A luta que vos fortalece será ganha
Voará além do céu, do sol e da lua.
Voará além de todas as vírgulas,
De confusos diálogos.
Que esta linguagem
com próprio-estilo,
faça ficar o teu, o meu, o
Mundo seguro numa órbita
Em que os sonhos nos agarram
Não só a alma, como o corpo,
Não só o desejo, mas a vontade de alcançar.
Que esta linguagem, que este próprio-estilo,
Voe além de todas as paisagens.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Principais marcas da linguagem e do estilo de José Saramago
Capítulo 11
"...e em tantas noites passadas, uma terá havido em que sonharam o mesmo sonho, viram a máquina de voar batendo as asas, viram o sol explodindo em luz maior, e o âmbar atraindo o éter, o éter atraindo o íman, o íman atraindo o ferro, todas as coisas se atraem entre si, a questão é saber colocá-las na ordem justa, e então se quebrará a ordem." – Enumeração/Uso do gerúndio
“Foi Blimunda que veio abrir a porta, estava escurecendo a tarde…” – Uso do gerúndio
“Pelas ruas escuras, foram subindo até ao alto da Vela…” – Uso do gerúndio
Capítulo 12
“…era disto que estavam falando, são a mãe pensa no filho morto…” – Uso do gerúndio
“…depois andou sempre de olhos baixos, fingindo compungimento…” – Uso do gerúndio
"...e em tantas noites passadas, uma terá havido em que sonharam o mesmo sonho, viram a máquina de voar batendo as asas, viram o sol explodindo em luz maior, e o âmbar atraindo o éter, o éter atraindo o íman, o íman atraindo o ferro, todas as coisas se atraem entre si, a questão é saber colocá-las na ordem justa, e então se quebrará a ordem." – Enumeração/Uso do gerúndio
“Foi Blimunda que veio abrir a porta, estava escurecendo a tarde…” – Uso do gerúndio
“Pelas ruas escuras, foram subindo até ao alto da Vela…” – Uso do gerúndio
Capítulo 12
“…era disto que estavam falando, são a mãe pensa no filho morto…” – Uso do gerúndio
“…depois andou sempre de olhos baixos, fingindo compungimento…” – Uso do gerúndio
Personagens intervenientes
Capítulo 11
Padre Bartolomeu Lourenço;
Blimunda Sete-Luas;
Baltasar Sete-Sóis;
Maria Marta (Mãe de Baltasar);
João Francisco (Pai de Baltasar).
Capítulo 12
Inês Antónia;
Álvaro Diogo;
Baltasar Sete-Sóis;
Blimunda Sete-Luas;
Padre Bartolomeu Lourenço.
Padre Bartolomeu Lourenço;
Blimunda Sete-Luas;
Baltasar Sete-Sóis;
Maria Marta (Mãe de Baltasar);
João Francisco (Pai de Baltasar).
Capítulo 12
Inês Antónia;
Álvaro Diogo;
Baltasar Sete-Sóis;
Blimunda Sete-Luas;
Padre Bartolomeu Lourenço.
Selecção de excertos/frases importantes
Capítulo 11
"...são os sonhos que seguram o mundo da sua órbita"
"...não há diferença nenhuma entre cem homens e cem formigas, leva-se isto daqui para ali porque as forças não dão para mais, e depois vem outro homem que transportará a carga até à próxima formiga, até que, como de costume, tudo termina num buraco, no caso das formigas lugar de vida, no caso dos homens, lugar de morte, como se vê não há diferença nenhuma."
"...e em tantas noites passadas, uma terá havido em que sonharam o mesmo sonho, viram a máquina de voar batendo as asas, viram o sol explodindo em luz maior, e o âmbar atraindo o éter, o éter atraíndo o íman, o íman atraíndo o ferro, todas as coisas se atraiem entre si, a questão é saber colocá-las na ordem justa, e então se quebrará a ordem."
"Dormiu cada qual como pôde, com os seus próprios e secretos sonhos, que os sonhos são como as pessoas, acaso perdidos, mas nunca iguais..."
Capítulo 12
“…Penso, como não hei-de pensar, se o que está dentro da hóstia é o que está dentro do homem, que é a religião…"
“…Entre a vida e a morte, disse Blimunda, há uma nuvem fechada."
“…el-rei a inaugurar a obra da raiz dos caboucos para cima, colocando com as suas reais mãos a primeira pedra.”
“…Veremos a festa e depois partimos, decidiu Baltasar.”
"...são os sonhos que seguram o mundo da sua órbita"
"...não há diferença nenhuma entre cem homens e cem formigas, leva-se isto daqui para ali porque as forças não dão para mais, e depois vem outro homem que transportará a carga até à próxima formiga, até que, como de costume, tudo termina num buraco, no caso das formigas lugar de vida, no caso dos homens, lugar de morte, como se vê não há diferença nenhuma."
"...e em tantas noites passadas, uma terá havido em que sonharam o mesmo sonho, viram a máquina de voar batendo as asas, viram o sol explodindo em luz maior, e o âmbar atraindo o éter, o éter atraíndo o íman, o íman atraíndo o ferro, todas as coisas se atraiem entre si, a questão é saber colocá-las na ordem justa, e então se quebrará a ordem."
"Dormiu cada qual como pôde, com os seus próprios e secretos sonhos, que os sonhos são como as pessoas, acaso perdidos, mas nunca iguais..."
Capítulo 12
“…Penso, como não hei-de pensar, se o que está dentro da hóstia é o que está dentro do homem, que é a religião…"
“…Entre a vida e a morte, disse Blimunda, há uma nuvem fechada."
“…el-rei a inaugurar a obra da raiz dos caboucos para cima, colocando com as suas reais mãos a primeira pedra.”
“…Veremos a festa e depois partimos, decidiu Baltasar.”
quinta-feira, 12 de março de 2009
Capítulo 12 - Resumo
O filho mais velho de Inês Antónia e Álvaro Diogo morreu há três meses por ter problemas nas bexigas.
Álvaro tem a promessa de conseguir emprego na construção do convento.
João Francisco está infeliz porque o filho partirá novamente para Lisboa, e o convento dará trabalho a muitos homens.
Blimunda foi à missa em jejum e viu que dentro da hóstia também havia a tal nuvem fechada, isto fez com que Blimunda descobrisse que o que está dentro da hóstia e o que está dentro do homem, ou seja, a religião.
O rei foi a Mafra inaugurar a obra do convento onde houve festividades da inauguração da construção do convento e do lançamento da primeira pedra (três dias), a ter lugar numa igreja–tenda ricamente decorada e com a presença de D. João V.
Baltasar Sete-Sóis e Blimunda conseguiram lugar na igreja. No dia seguinte formou-se a procissão, e o rei apareceu. A pedra principal foi benzida; foi tanta a pompa que gastaram-se nisso duzentos miI cruzados. Partiram Baltasar e Blimunda para Lisboa. Blimunda e Sete-Sóis dormem na estrada: Por fim chegaram à quinta onde esperariam o padre voador. Mal chegaram, choveu.
Álvaro tem a promessa de conseguir emprego na construção do convento.
João Francisco está infeliz porque o filho partirá novamente para Lisboa, e o convento dará trabalho a muitos homens.
Blimunda foi à missa em jejum e viu que dentro da hóstia também havia a tal nuvem fechada, isto fez com que Blimunda descobrisse que o que está dentro da hóstia e o que está dentro do homem, ou seja, a religião.
O rei foi a Mafra inaugurar a obra do convento onde houve festividades da inauguração da construção do convento e do lançamento da primeira pedra (três dias), a ter lugar numa igreja–tenda ricamente decorada e com a presença de D. João V.
Baltasar Sete-Sóis e Blimunda conseguiram lugar na igreja. No dia seguinte formou-se a procissão, e o rei apareceu. A pedra principal foi benzida; foi tanta a pompa que gastaram-se nisso duzentos miI cruzados. Partiram Baltasar e Blimunda para Lisboa. Blimunda e Sete-Sóis dormem na estrada: Por fim chegaram à quinta onde esperariam o padre voador. Mal chegaram, choveu.
Capítulo 11 - Resumo
Passados 3 anos, o padre Bartolomeu Lourenço regressa da Holanda, não se sabe se trouxe ou não os segredos que procurava.
Quando regressou à Quinta de S. Sebastião da Pedreira viu que estava tudo abandonado, o material com o qual trabalhava encontrava-se disperso pelo chão, "ninguém adivinharia o que ali andara perpetrando.". Bartolomeu vê rastos de Baltasar mas de Blimunda nada, nem um sinal. Pensou que esta tivesse morrido.
Antes de partir para Coimbra, passa pela vila de Mafra, onde vai ver os homens que iniciavam a construção do Convento.
Atribuição de bênção a quem pede, deparando o padre, no caminho para Mafra, com trabalhadores – “…não diferença nenhuma entre cem homens e cem formigas…”.
Procura por Baltasar e Blimunda junto do páraco.
Chegado a casa dos Sete-Sóis, Blimunda abre a porta e reconhece o padre pelo vulto. “Beijou-lhe a mão, não andassem por ali vizinhos curiosos e seria diferente a saudação…”.
Conversa sobre a passarola. “…e em tantas noites passadas, uma terá havido, pelo menos, em que sonharam o mesmo sonho, viram a máquina de voar batendo as asas…”.
Bartolomeu dorme em casa do padre Francisco Gonçalves.
Blimunda e Baltasar encontram-se com Bartolomeu, de madrugada, quando Blimunda ainda está em jejum.
Baltasar pergunta se o éter é a alma e o padre diz que não, que é da vontade dos vivos que ele se compõe. O padre pede auxílio a Blimunda para que esta veja a vontade dos homens que estão a trabalhar no Convento.
B. Lourenço desloca-se a Coimbra para aprofundar os seus estudos e tornar-se doutor.
Blimunda e Baltasar vão para Lisboa. Ela para recolher as vontades dos homens que trabalhavam no Convento, e ele para construir a passarola.
Quando regressou à Quinta de S. Sebastião da Pedreira viu que estava tudo abandonado, o material com o qual trabalhava encontrava-se disperso pelo chão, "ninguém adivinharia o que ali andara perpetrando.". Bartolomeu vê rastos de Baltasar mas de Blimunda nada, nem um sinal. Pensou que esta tivesse morrido.
Antes de partir para Coimbra, passa pela vila de Mafra, onde vai ver os homens que iniciavam a construção do Convento.
Atribuição de bênção a quem pede, deparando o padre, no caminho para Mafra, com trabalhadores – “…não diferença nenhuma entre cem homens e cem formigas…”.
Procura por Baltasar e Blimunda junto do páraco.
Chegado a casa dos Sete-Sóis, Blimunda abre a porta e reconhece o padre pelo vulto. “Beijou-lhe a mão, não andassem por ali vizinhos curiosos e seria diferente a saudação…”.
Conversa sobre a passarola. “…e em tantas noites passadas, uma terá havido, pelo menos, em que sonharam o mesmo sonho, viram a máquina de voar batendo as asas…”.
Bartolomeu dorme em casa do padre Francisco Gonçalves.
Blimunda e Baltasar encontram-se com Bartolomeu, de madrugada, quando Blimunda ainda está em jejum.
Baltasar pergunta se o éter é a alma e o padre diz que não, que é da vontade dos vivos que ele se compõe. O padre pede auxílio a Blimunda para que esta veja a vontade dos homens que estão a trabalhar no Convento.
B. Lourenço desloca-se a Coimbra para aprofundar os seus estudos e tornar-se doutor.
Blimunda e Baltasar vão para Lisboa. Ela para recolher as vontades dos homens que trabalhavam no Convento, e ele para construir a passarola.
Linha/s Narrativa/s
Os capítulos 11 e 12 da obra de José Saramago correspondem às seguintes linhas narrativas:
2ª linha - "Era uma vez a gente que construiu esse Convento."
3ª linha - "Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes."
2ª linha - "Era uma vez a gente que construiu esse Convento."
3ª linha - "Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes."
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